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De volta ao presencial: cuidados com o material escolar das crianças

É importante que pais e educadores saibam que alguns materiais podem ser tóxicos para os pequenos

Publicado em: 22/09/2021

De volta ao presencial: cuidados com o material escolar das crianças

Alguns materiais escolares podem ser perigosos para os pequenos

Distanciamento entre cadeiras, uso de máscaras e rodízio de turmas, escolas da rede pública e privada têm retornado ao modelo presencial, após um longo período de aulas remotas em função da pandemia da Covid-19. Com essa volta, a procura por itens de papelaria aumentou e os cuidados com esses materiais devem ser reforçados, principalmente, com as crianças pequenas. 

Elaine Coelho, 21, percebeu desde cedo, que seu filho de 2 anos e 8 meses, João Miguel, é alérgico a todos os tipos de tinta, inclusive tintas utilizadas no ambiente escolar. “Tinta, de cabelo, guache… Eu falei com a professora, avisei que ele tinha essa alergia, até comprei esse tipo de tinta, mas pedi para ela não usar. Ele fica cheio de bolinhas. Quando ela usava na escola, pegava outro tipo de tinta e dava para ele, tinha uma atenção especial”, esclareceu. 

De acordo com a professora e pedagoga Thalyta Fróes, o professor é o responsável por organizar os materiais prejudiciais para alunos específicos. “No caso de crianças muito pequenas, o professor não pode colocar em sala objetos que podem ser engolidos facilmente. Em uma sala de aula, não se pode ter objetos cortantes acessíveis à criança. Ex: em uma atividade com uso da tesoura, as crianças precisarão de supervisão e suporte para evitar acidentes”, explicou. 

Uma dica importante da especialista é que, em momentos onde é necessário o uso de objetos perigosos, sempre deve haver uma explicação anterior à atividade.  

“Sempre explicar mostrando todos os objetos que podem causar acidentes, inclusive domésticos. A professora, dependendo da idade da criança, pode trabalhar de maneira lúdica. A criança tem muita curiosidade e gosta de experimentar. Outro exemplo, quando descobre o fósforo. E ainda, tem criança que quer provar a sua própria urina. Já tive um aluno que fez isso”, destacou a pedagoga.

É importante que a escola também faça um trabalho exclusivo com os pais. Thalyta conta que, geralmente, os responsáveis pensam apenas em cobrir tomadas e colocar cantoneiras em pontos da casa, mas que há crianças que gostam de brincadeiras mais imaginativas. “Tem criança que gosta de super-heróis. Sobe no armário e pula, pois acha que vai voar”, ressaltou. 

Aquecimento no setor de papelaria

O fechamento das escolas e a saída de milhões de alunos da rota de consumo de artigos de papelaria, pelo menos de forma presencial, fez com que o setor fosse um dos mais afetados pela crise econômica provocada pela pandemia. No entanto, com o retorno às aulas de forma presencial, a economia parece estar voltando para os trilhos. 

O Grupo Mateus, maior rede varejista do Nordeste, possui um um amplo setor de papelaria na sua rede e já se prepara para uma grande campanha de vendas no setor  “Nós estamos contando que retornaremos a um patamar de volta às aulas normal, como foi em 2019 e 2020.1. Então, será o mesmo padrão de variedade de marcas, produtos e de volume. Estamos otimistas!”, afirmou Rafael Pimentel, diretor comercial do Grupo Mateus. 

Com a perspectiva otimista para 2022, os pais devem ficar atentos às dicas passadas pelos educadores.  É importante frisar sempre aos profissionais quando a criança possui alguma alergia a um objeto utilizado na sala de aula. Além disso, em casa também deve existir orientação dos responsáveis. “O trabalho é conjunto: escola e pais”, ressalta Thalyta Fróes. 





 

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