O ministro Guido Mantega comemorou o resultado do comércio varejista, que cresceu 5,6% em junho deste ano, na comparação com junho de 2009. Já o comércio varejista ampliado (incluindo o setor automobilístico e de material de construção) registrou aumento de 10,2% em relação a junho do ano passado. “Foi um excelente resultado”, comentou. No segundo trimestre de 2009 ante o segundo trimestre de 2008, o crescimento foi de 5,2%.
Para o ministro, os números mostram que o Brasil tem um mercado consumidor robusto e que mercado forte também está mantendo a reativação da economia brasileira. “Com este resultado, que fecha o primeiro semestre, nós podemos dizer que o Brasil já está superando a crise econômica mundial e está saindo dela fortalecido. E um dos vetores importantes desta retomada é o consumidor”.
Mantega disse que na reunião do Grupo de Acompanhamento da Crise, “que alguns já estão chamando de pós-crise”, os representantes de todos os setores da economia (bens de capital, alimentício, automobilístico, têxtil, construção civil, entre outros) afirmaram estar apresentando sinais de recuperação.
Conforme o ministro da Fazenda, mesmo segmentos mais dependentes do mercado externo, como o siderúrgico, que ampliou de 50% para 70% a utilização capacidade instalada, estão dando sinais de vitalidade.
Ele citou ainda que o setor automobilístico encerrou os sete primeiros meses do ano com crescimento de 2,4% nas vendas na comparação com janeiro a julho de 2008. “Isso demonstra que as políticas de redução tributária e de recomposição do crédito, especialmente por parte dos bancos públicos, a redução das taxas de juros e a melhoria das condições de financiamento foram bem sucedidas”, salientou.
Guido Mantega voltou a afirmar que o Brasil, diferentemente de outros países que estão com déficit fiscal elevado e dívida pública crescente, sairá fortalecido da crise. “Temos a dívida pública sob controle, apesar do pequeno crescimento em 2009, e o nosso déficit vai ser menor entre os países do G-20. Então temos condições de dar continuidade ao processo de crescimento da economia”
Fonte: Portal Do Governo Brasileiro